Sou um tiro no escuro das latarias novas ou velhas, variando conforme a lua, despida,coberta ou crua, embaralhada entre os ponteiros que giram na contra mão das linhas do meu destino. Sou o esqueleto que vive e pinta, a alma que se mistura nas tintas liquidificada nas faces que derramo nas telas pálidas que famintas de cores devoram minhas faces e fases num ritmo desenfreado, num vulcão com sede de algo que me dê a ilusão de estar viva. A.M.
sábado, 28 de maio de 2011
No Enterro
Nos cobrimos
Sem nos descobrirmos.
Encobertar a descoberta
É a morte.
Morrer descobrindo-se
É a vida.
Pensamento coberto
É no túmulo.
A vida coberta
É o cúmulo.
? até no caixão
Eis a questão.
Eis a vida.
Alcinéia Marcucci
Fonte da imagem:Cemitério de Père-Lachaise http://www.trivago.com.br/
terça-feira, 24 de maio de 2011
A fome Cigana
Arte no prato
Tenho fome!
Daquilo que não se come.
Tenho fome!
De um pouco de cor nos olhares daltônicos.
De uma chama de fogo nos corações de gelo.
De umas linhas curvas sobre as mentes retas.
Desnudando as máscaras de ferro.
Tenho fome!
De devorar a fruta do meu desfrute.
De desgalhar-me num mar vermelho
De desovar minha sensibilidade
Desapertando minhas medidas ciganas.
Tenho fome!
De devorar tudo que me come.
De desmontar a ordem
Do castelo capitalista.
De despregar-me da vitrine
Dos olhares do $$$$$$$Real,00
De tirar minhas asas
Daquilo que não se come.
Tenho fome!
De um pouco de cor nos olhares daltônicos.
De uma chama de fogo nos corações de gelo.
De umas linhas curvas sobre as mentes retas.
Desnudando as máscaras de ferro.
Tenho fome!
De devorar a fruta do meu desfrute.
De desgalhar-me num mar vermelho
De desovar minha sensibilidade
Desapertando minhas medidas ciganas.
Tenho fome!
De devorar tudo que me come.
De desmontar a ordem
Do castelo capitalista.
De despregar-me da vitrine
Dos olhares do $$$$$$$Real,00
De tirar minhas asas
Deste planeta canibal.
Tenho fome!
De provar as dores do parto
Desta terra já cansada.
De parir na esquina
As almas mal lavadas
Dentre encontros e desencontros
Desta terra descarada
Que mostra o inicio
Escondendo a chegada.
Tenho fome!
De um beijo salubre
Sobre a cara do tempo
Que corta de raspão
A saliência de minha réstias.
Tenho fome!
De um pouco de ardência
Sobre minha casca
Estéril demais para este estopim
Do "ter ter ter" nos confins
Do ânus fluorescente do Judas.
Tenho fome!
Que você se cale
E apenas sinta
Todo o me ser.
A dor do uivar dos lobos sem lua
Dormindo entre meus pincéis.
Tenho fome!
Daquilo que não se come.
De um sentir desregulado
Entre um sol descarado
Queimando nos céus
Tenho fome!
De provar as dores do parto
Desta terra já cansada.
De parir na esquina
As almas mal lavadas
Dentre encontros e desencontros
Desta terra descarada
Que mostra o inicio
Escondendo a chegada.
Tenho fome!
De um beijo salubre
Sobre a cara do tempo
Que corta de raspão
A saliência de minha réstias.
Tenho fome!
De um pouco de ardência
Sobre minha casca
Estéril demais para este estopim
Do "ter ter ter" nos confins
Do ânus fluorescente do Judas.
Tenho fome!
Que você se cale
E apenas sinta
Todo o me ser.
A dor do uivar dos lobos sem lua
Dormindo entre meus pincéis.
Tenho fome!
Daquilo que não se come.
De um sentir desregulado
Entre um sol descarado
Queimando nos céus
As brasas da terra.
Alcinéia Marcucci
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Uma Carta para Deus
( 0,30 X 0,40 cm- Látex sobre Canson)
Eu sou a Vida
Me sinta , me explore,
Não me ignore,
Me alimente de amor, por favor!
Estou faminta.
Faminta de igualdade, de honestidade
Por um país mais puro
Com olhos para o futuro.
Olhos que querem ver nas mãos do povão
Um prato farto, mas é de educação,
Educação correndo na veia,
Circulando no teu corpo,
Na tua praia, na tua aldeia
Abrindo sua mente
Arranhando a velha teia
Do vírus do poder que o mundo rodeia.
Se acalme vida
Eu vou te ajudar
Eu sou a Luta e nunca vou descansar!
Luto para sobreviver
Neste mundo de disputa pelo poder
Amarga ambição
Que o valor da vida
Quer apagar, quer esquecer.
Luta! Lute por mim!
Por favor!
Eu sou o Amor!
Fruto do calor que está adormecido,
|Podre e vencido
Entre as engrenagens que estão surgindo
Com um coração frio, que dá medo, arrepio,
Pois a vida não quer encarar,
Pra ela não dão valor!
Vida é amar, conversar,
Destruir a dor!
Apagar a violência, a guerra,
O grito de terror
Que traz miséria,
A mancha de horror!
Vamos
Me agarre, me segure,
Me respire por favor!
Te dou sombra, te dou abrigo
Eu sou o amor!
Calma amor!
Eu tenho um plano!
Vamos perfurar a alma
De quem é profano, desumano.
Pois eu sou a Coragem
E vou te ajudar
À acalmar e guiar
Este mundo selvagem
Que para traz quer caminhar!
Esta terra é nosso lugar!
Vamos lutar
Para a justiça bem menos falhar
E quem sabe o Brasil melhorar.
O futuro do país
Precisa ter...
Eu! A Esperança!
A maior cor da bandeira
Da terra brasileira
Que não desiste
Que não descansa.
Estou com cada olhar
Que deseja mudança.
Que pula, grita, dança
Que têm a garra
As vontades
De uma criança!
Eu sou a Educação!
Alimento do povão.
Caviar ao alcance
De qualquer mão.
Me pegue, me segure,
Me explore, me devore,
Não me jogue no chão.
Não me dê para o seu cão.
Quero ser sua comida,
Melhorar sua vida,
Curar a ferida da corrupção
Que enfraquece seu corpo
Contamina a nação.
Eu! A Alegria!
Tenho que entrar nesta poesia
Que mesmo ferida
E um pouco sentida
Alegra sua ida
Ao sucesso da vida
Para sua existência
Não ficar perdida!
Posso ser atrevida
Mas sou decidida.
Coloco sorriso no teu rosto
Luz no seu olhar indisposto
Melhoro sua vida!
Esperem aí!
E eu o Mal?
Não vou participar
Desta poesia sem sal?
A memória é uma semente curta,
Semente que o vento furta.
O povo quer ilusão.
Que se dane a educação!
Políticos de bolso cheio
E o pão do povão sem recheio.
Eu tenho a grana!
Um vício que domina e engana!
Ele coloca fogo no mundo!
Nada apaga sua chama.
Eu, o Tempo, estou virando as páginas.
Desembrulhe o presente!
O presente é o agora
Laçado nas escolhas...
Alcinéia Marcucci
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