sábado, 25 de dezembro de 2010



                                                                                    Predestinado
               


Meus dedos desacordados me desafiam
Desacompanham minha incertezas
Desacreditam no meu comodismo
Me jogam contra  a parede das dobraduras

Depenadas da dissonância do tempo.

No intervalo dos meus dedos

Os distúrbios se dissolvem

Numa pintura nua e crua,

Aventurando-se na atmosfera

Entre pedras e olhares canibais

Bordando o caminho escuro

Camuflando as ciladas

Que beijam os meus  cílios.

Meus dedos desabusados

Querem chupar o mel

Que escorrem  entre a polpa

Carnuda dos meus olhos

Rompendo o cativeiro

Das minhas interrogações.

Meus dedos desabrigados

Persistem em cutucar minha Fera,

Querem catar o vento suave

Fazendo cócegas  nas minhas cavidades

Tão cavernosas para o cofre do meu eu

Deste dia após dia que desconheço

Entre as deduções dos meus dedos

Curvos  enroscados nos pincéis

Prostrados  perante o dilúvio

Das divergências paridas

Entre a sombra e a luz

Da união amorosa das tintas

Que meus dedos dilatando-se

Atiçam à acasalarem

Na palma das minhas mãos.
                             Alcinéia Marcucci




2 comentários:

  1. parabéns néia vc é uma artista do mais alto nível seu talento alcançará as estrelas, bjs

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  2. Obrigada meu grande amigo!Espero que possamos voar entre as estrelas juntos preservando esta nossa luta incansável pela Arte!!!

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