terça-feira, 14 de fevereiro de 2012



Uma andorinha androide
Anda em trapos sobre as anedotas
Algumas vacas tortas
Recriam sua próprias pintas
Algumas borboletas mortas
Tecem asas diurnas
Enquanto que algumas portas
Rangem os dentes para novos mundos.

Não estamos sós
Nesta Terra corcunda!
Há uma corda vibrando entre os dentes
No intervalo corado  dos segundos.
Há um som da água gemendo na fonte.
Não estamos surdos!

Não estamos sós
Neste calabouço sem fundo!
Há um calafrio gritando no estômago
Há uma ponte fazendo cócegas 
No cadeado dos mistérios
Destes sonhos tão profundos.
Não estamos mudos!

Um órgão oco pulsa
Notas sangradas sobre o peito
Algumas certezas sorriem
Dúvidas para o imperfeito. 
Vejo a hipocrisia  com sede da verdade
Sinto a fantasia nas costas da realidade.

Há um vento sem guia
Velando o vão dos seus dedos
Há um camaleão sem formas
Mudando a cor dos meus medos.
Ouço um quadril desarticulado
Encaixando-se num mar de gente
Sinto histórias tortas
Crescendo certas no ventre quente.



Não estamos sós
Nesta Terra corcunda!
Há uma corda vibrando entre os dentes
No intervalo corado  dos segundos.
Há um som da água gemendo na fonte.
Não estamos surdos!

Não estamos sós
Neste calabouço sem fundo!
Há um calafrio gritando no estômago
Há uma ponte fazendo cócegas 
No cadeado dos mistérios
Destes sonhos tão profundos.
Não estamos mudos!

Alcinéia Marcucci





4 comentários:

  1. Linda poesia e belíssimas pinturas, parabéns

    ResponderExcluir
  2. Obrigada A. oliveira por apreciar meus desabafos! A cada olhar no decorrer do tempo faz a Arte ficar mais forte, pois ela renasce na memória de quem a vê! Grande abraço

    ResponderExcluir
  3. oi amei as pinturas.estou te seguindo,visita o meu blog .http://mirrorofthefeelings.blogspot.com/,bjinhos.

    ResponderExcluir
  4. Obrigada My feelings! Fico feliz por ter apreciado!Gostei muito do seu blog e vou visitar sempre! Abraço

    ResponderExcluir