domingo, 25 de dezembro de 2016

Tirei os dedos da lida...e fiz uma pintura para Frida.

Entre as lágrimas que escorrem
Na minha face já sentida
E o coração que pulsa o sangue
Nas minhas veias já partidas
Fico às vezes a pensar
Se não somos um pouco Frida.
Frida!
Entre goles de mentiras
Quantas vidas já sofridas?
Um único sonho que resta
Dentre a tirania que não presta
Dilacera tantas frestas
Ferindo tantas vidas!
Frida
Sei que a vida não é doce
E só amarga fosse?
Mesmo assim... ainda vale ser bebida
Mesmo que num gole só
Já que tudo vira pó... A noite, as flores, os amores...
Essa arte que nos parte
Como vale ser sentida! Ser...
Ser sem poder ter
Por que ter é a ruína!
Quero a vida nua e crua
Queimando nas minhas entranhas
Tão estranhas, tão inquietas para o dissabor.
Da dor também nasce flor/ Uma flor como nome Frida!
Alcineia Marcucci

Nenhum comentário:

Postar um comentário